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Ryan Salame, ex-co-diretor executivo da FTX Digital Markets, concordou em transferir sua propriedade multimilionária nas Bahamas como parte de um acordo judicial em seu caso. Após se declarar culpado das acusações criminais em setembro de 2023, Salame foi obrigado a pagar $5,6 milhões em restituição aos credores. De acordo com um documento protocolado pela FTX Trading Ltd e devedores afiliados, Salame deve ceder a luxuosa casa de $5,9 milhões que possui nas Bahamas em vez de pagar a quantia em dinheiro.
A transferência da propriedade visa cumprir com a restituição estabelecida no acordo judicial de Salame. Ele concordou em transferir o título legal da residência para a FTX Digital Markets Ltd, resultando na quitação da dívida. Essa medida evita a venda rápida da residência com desconto, protegendo a capacidade de monetização de outras propriedades nas Bahamas pelos credores. A diferença entre o valor avaliado da propriedade e o montante da restituição será creditada no saldo devido por Salame aos devedores.
Além da transferência da propriedade, o processo judicial revelou outras transações de Salame relacionadas à aquisição de imóveis nas Bahamas. Em setembro de 2021, ele concordou em comprar uma propriedade por $7,2 milhões, com parte do pagamento proveniente de uma conta da Alameda Research no Silvergate Bank. No entanto, após a falência da FTX e Alameda em novembro de 2022, Salame se viu envolvido em acusações de conspiração relacionadas a contribuições políticas ilegais e operação de um negócio de transmissão de dinheiro sem licença. Sua sentença está agendada para maio de 2024.
A transferência da propriedade nas Bahamas representa um desfecho significativo nas questões legais que envolvem Salame e a FTX Digital Markets. O acordo reflete a disposição de Salame em cumprir com as obrigações financeiras estipuladas e encerrar o caso de forma colaborativa. A revelação dessas transações imobiliárias e os desdobramentos judiciais adicionam mais detalhes ao escândalo que resultou no colapso da FTX e nas acusações enfrentadas por seus ex-executivos.






