Last updated on 3 October 2024
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O professor da Universidade de Nova York, Ruth Ben-Ghiat, fez uma análise comparativa entre o presidente Donald Trump e figuras autoritárias da história, como Mussolini e Hitler, alegando que Trump poderia utilizar uma tentativa de assassinato para promover sua imagem de forma autoritária. De acordo com Ben-Ghiat, o ataque sofrido por Trump pode aumentar a simpatia do público e fortalecer seu culto à personalidade. A história mostra que líderes como Castro e Mussolini se beneficiaram de tentativas de assassinato para reforçar a imagem de resistência e invencibilidade perante seus seguidores.
A pesquisadora ressaltou que a reação de Trump à tentativa de assassinato está em linha com padrões autoritários da história, fortalecendo sua persona de vítima e angariando mais lealdade de seus seguidores, especialmente entre os republicanos. Segundo Ben-Ghiat, o ataque poderia servir de justificativa para medidas como as propostas no controverso “Projeto 2025”, elaborado pela Heritage Foundation, que inclui a demissão de burocratas que se recusam a implementar a agenda presidencial. A análise da professora levanta preocupações sobre o uso político que Trump poderia fazer da tentativa de assassinato para promover sua agenda.
A postura de Trump após o atentado e a ressonância entre seus apoiadores foram destacadas como elementos que reforçam o vínculo emocional entre o presidente e seus eleitores. A professora enfatizou que a campanha de Trump sempre esteve marcada pela retórica de vingança e retribuição contra seus adversários. A comparação feita por Ben-Ghiat entre o assassinato e a resposta de Trump com o “Projeto 2025” evidencia suas preocupações em relação à utilização do atentado para justificar medidas que possam ter impactos autoritários, apesar de o presidente não ter ligação direta com o referido projeto da Heritage Foundation.
O alerta da professora Ruth Ben-Ghiat ecoa a necessidade de se observar de perto as possíveis repercussões políticas da tentativa de assassinato de Trump. A análise feita por Ben-Ghiat ressalta a importância de se compreender os possíveis usos que um líder político pode fazer de eventos traumáticos para consolidar seu poder de forma autoritária, apontando para possíveis desdobramentos no cenário político decorrentes desse episódio.











