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O Líbano mergulhou na escuridão total, pois a última usina geradora de energia operacional esgotou seu combustível, resultando em um apagão em todo o país. A Electricité du Liban (EDL) declarou que a usina de Zahrani foi forçada a desligar-se completamente devido ao esgotamento total das reservas de óleo combustível, afetando todos os territórios libaneses. A falta de energia afeta instalações essenciais como aeroporto, porto, bombas de água, sistemas de esgoto e prisões.
A situação se torna ainda mais crítica com a interrupção do funcionamento de estações de tratamento de águas residuais e estações de bombeamento de água potável, levando o South Lebanon Water Establishment a pedir aos cidadãos que conservem água devido à redução esperada no fornecimento. O Ministro da Energia do Líbano, Walid Fayyaz, busca tranquilizar o público garantindo que novas remessas de gás do Egito em breve chegarão aos portos libaneses para reabastecer as usinas de energia. Enquanto a crise atual é agravada pela tensão entre Hezbollah e Israel, o país já enfrentava escassez de energia nos últimos dois anos devido à crise bancária e cambial.
Analistas ocidentais culparam o Hezbollah por desviar combustível e eletricidade do aeroporto de Beirut e por manter os recursos do país reféns, mas os problemas econômicos são uma força muito maior que já eram sentidos antes do conflito atual com Israel. A região toda sofre com a crise econômica desde o auge da guerra na Síria, e o Líbano, em particular, enfrenta fortes impactos, gerados também pela má gestão do Banco Central do país e pela corrupção generalizada. A expectativa de retomada das operações regulares de energia na capital é de 24 a 48 horas, com a chegada de novos suprimentos de combustível aguardada do Egito e da Argélia pronta para fornecer assistência de emergência.
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