Deutsche Bank Eleva Preço-Alvo das Ações da Snowflake Após Trimestre Forte
Analistas do Deutsche Bank elevaram seu preço-alvo para a Snowflake (NYSE: SNOW) após os resultados do segundo trimestre, melhores que o esperado, divulgados em 21 de agosto de 2026. O novo alvo, que não foi divulgado na fonte, reflete a crescente confiança na capacidade da empresa de data cloud em monetizar seus investimentos em IA.
A receita da Snowflake cresceu 28% ano a ano, para US$ 1,1 bilhão, superando as estimativas de consenso, enquanto a receita de produtos ficou em US$ 1,04 bilhão. As obrigações de desempenho restantes (RPO) da empresa dispararam para US$ 7,2 bilhões, um aumento de 45% em relação ao ano anterior, sinalizando uma demanda futura robusta. A ação do Deutsche Bank ressalta um otimismo mais amplo entre analistas que veem a Snowflake como uma das principais beneficiárias do boom de dados impulsionado pela IA.
As ações subiram cerca de 15% desde a divulgação dos resultados, sendo negociadas em torno de US$ 185 em 2 de setembro de 2026. No entanto, a empresa ainda enfrenta desafios, incluindo altas despesas operacionais e intensa concorrência de gigantes da nuvem como Microsoft e Amazon.
Por Que o Crescimento do RPO Sinaliza Demanda Durável Impulsionada por IA
O salto de 45% no RPO é a métrica de destaque, indicando que os clientes estão se comprometendo com contratos de longo prazo, muitas vezes ligados a cargas de trabalho de IA e aprendizado de máquina. Isso não é apenas um resultado pontual; sugere que as empresas estão migrando de projetos experimentais de IA para implantações em escala de produção, que exigem a infraestrutura de dados escalável da Snowflake.
O aumento do preço-alvo pelo Deutsche Bank provavelmente reflete essa durabilidade. Historicamente, o crescimento do RPO tem sido um indicador antecedente da receita futura, e a aceleração de 38% no trimestre anterior para 45% sugere que o momentum está se fortalecendo. Os analistas do banco provavelmente veem isso como evidência de que o ecossistema da Snowflake está se tornando mais aderente, com clientes integrando a Snowflake em suas operações de dados centrais.
A Concorrência no Data Cloud de IA se Intensifica
Ainda assim, o caminho da Snowflake não é isento de obstáculos. Rivais como a Databricks, apoiada por grandes provedores de nuvem, disputam as mesmas cargas de trabalho de IA. Embora a Databricks seja privada, seu crescimento agressivo e sua estratégia de código aberto representam uma ameaça direta. Além disso, os hyperscalers como Microsoft (NASDAQ: MSFT) e Amazon (NASDAQ: AMZN) agrupam seus próprios serviços de dados, dificultando a manutenção do preço premium da Snowflake.
A atualização do Deutsche Bank pode ser uma aposta contrária, já que o mercado anteriormente se preocupava com a desaceleração da taxa de crescimento da Snowflake. A taxa de retenção de receita líquida da empresa, que caiu para 128% ante 131% no ano anterior, mostra que os clientes existentes ainda estão expandindo, mas a um ritmo ligeiramente mais lento. Essa nuance importa: embora a aquisição de novos clientes seja forte, o foco deve estar em aprofundar a participação na carteira dos clientes atuais para sustentar o momentum.
O Que Observar a Seguir: Orientação de Lucros e Lançamentos de Produtos de IA
Os investidores devem ficar atentos aos próximos anúncios de produtos da Snowflake, particularmente em torno de seus recursos de IA, como o Snowflake Cortex, que foram destacados durante a teleconferência de resultados. A capacidade da empresa de converter essas inovações em receita será crítica. Além disso, observe atualizações sobre sua parceria com a Nvidia (NASDAQ: NVDA), que visa otimizar o treinamento de modelos de IA na plataforma da Snowflake.
O próximo grande catalisador é o relatório de resultados do terceiro trimestre da empresa, esperado para o final de novembro de 2026. Especificamente, observe se a orientação de receita de produtos excede o consenso de US$ 1,14 bilhão e se o crescimento do RPO continua a acelerar. Se a Snowflake conseguir sustentar um crescimento do RPO acima de 40% e mostrar melhora nas margens operacionais, as ações podem justificar um múltiplo mais alto. Por outro lado, qualquer sinal de desaceleração nos gastos dos clientes ou aumento da concorrência pode minar a tese de alta.






