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Alerta de dívida vira defesa do Bitcoin: Scaramucci diz que Bessent fez o melhor caso para cripto $BTC

Alerta de Dívida do Secretário do Tesouro Vira Endosso ao Bitcoin

O alerta contundente do Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, de que a economia global está “afogada em dívidas”, inadvertidamente se tornou um dos argumentos mais poderosos a favor do Bitcoin, de acordo com o fundador da SkyBridge Capital, Anthony Scaramucci. Falando na quinta-feira, 3 de setembro de 2026, Scaramucci afirmou que as observações de Bessent, feitas no início desta semana, servem como um endosso não intencional da oferta fixa e da natureza descentralizada da criptomoeda.

Bessent, que assumiu o cargo em 2025, tem enfatizado repetidamente os perigos do crescente endividamento soberano, mas seus comentários mais recentes repercutiram de forma diferente nos círculos cripto. Scaramucci, um defensor de longa data do Bitcoin, argumentou que o alerta do Secretário do Tesouro destaca exatamente por que o Bitcoin, com seu limite máximo de 21 milhões de moedas, oferece uma proteção contra a desvalorização da moeda fiduciária.

A Visão de Scaramucci: As Palavras de Bessent São “Marketing Gratuito”

“Quando o Secretário do Tesouro dos EUA diz que o mundo está afogado em dívidas, essa é a melhor propaganda que o Bitcoin já teve”, disse Scaramucci em uma entrevista à CNBC na quinta-feira. “Ele está basicamente dizendo a todos que as moedas fiduciárias estão perdendo valor, e o Bitcoin é a saída de emergência.” Os comentários de Scaramucci vêm enquanto o Bitcoin é negociado em torno de US$ 67.500, alta de 2,3% no dia, enquanto o Ethereum se aproxima de US$ 3.200, ganhando 1,8%.

O fundador da SkyBridge Capital, que tem sido um defensor vocal desde 2020, observou que investidores institucionais estão cada vez mais vendo o Bitcoin como “ouro digital”. Ele apontou para a recente aprovação de ETFs de Bitcoin à vista nos EUA no início deste ano, que atraíram mais de US$ 20 bilhões em entradas líquidas até agosto de 2026, de acordo com dados da Farside Investors.

Por Que os Níveis de Dívida Importam para a Tese de Alta do Bitcoin

A pilha de dívida global cresceu para um recorde de US$ 320 trilhões no 2º trimestre de 2026, de acordo com o Instituto de Finanças Internacionais, acima dos US$ 305 trilhões em 2025. A dívida federal dos EUA sozinha está em US$ 38 trilhões, com o Congressional Budget Office projetando que atingirá 130% do PIB até 2035. Bessent, que alertou que os pagamentos de juros podem em breve exceder os gastos com defesa, tem pedido contenção fiscal, mas seus avisos inadvertidamente reforçam a proposta de valor do Bitcoin.

A oferta fixa do Bitcoin contrasta fortemente com as moedas fiduciárias, que os bancos centrais podem imprimir sem limite. A oferta de moeda M2 nos EUA cresceu 8,4% ano a ano em agosto de 2026, alimentando preocupações com a inflação. Scaramucci argumenta que o alerta sobre a dívida de Bessent é “um lembrete de que o balanço do Fed ainda está inflado”, e que a escassez do Bitcoin o torna uma reserva de valor atraente.

Contexto de Mercado: A Correlação do Bitcoin com Preocupações sobre Dívida

Historicamente, o Bitcoin tem mostrado uma correlação positiva com os índices de dívida em relação ao PIB. Em um estudo de 2025 da Fidelity Digital Assets, pesquisadores descobriram que o preço do Bitcoin subiu em média 1,2% para cada aumento de 1% na dívida global em relação ao PIB. Essa correlação se fortaleceu desde a pandemia, à medida que governos em todo o mundo expandiram os empréstimos para financiar programas de estímulo.

Na semana passada, o Bitcoin subiu 6,5% após o alerta inicial de Bessent, superando os portos seguros tradicionais como o ouro, que ganhou apenas 1,2%. O Ethereum também se beneficiou, subindo 4,8% no mesmo período. Analistas do JPMorgan observam que “a narrativa da dívida está se tornando um motor primário para a adoção de criptomoedas”, particularmente entre investidores mais jovens que desconfiam dos sistemas fiduciários.

O Que Poderia Mudar a Tese

Embora a narrativa da dívida seja otimista para o Bitcoin, os riscos permanecem. A incerteza regulatória continua a pairar sobre o mercado de criptomoedas, com o processo em andamento da SEC contra a Coinbase ainda sem resolução em setembro de 2026. Além disso, uma mudança repentina na política fiscal — como uma redução agressiva da dívida ou taxas de juros mais altas — poderia diminuir o apelo do Bitcoin como proteção contra a inflação.

Scaramucci, no entanto, permanece otimista. “As palavras de Bessent são apenas o começo”, disse ele. “À medida que os níveis de dívida crescem, também crescerá a relevância do Bitcoin.” O próximo teste importante será a decisão de taxa de juros do Federal Reserve em 17 de setembro de 2026. Se o Fed sinalizar mais cortes de taxas devido a preocupações com a dívida, o Bitcoin poderá ver novos ganhos. Por outro lado, se o Fed apertar a política para combater a inflação, o Bitcoin poderá enfrentar ventos contrários. Fique de olho na atualização do índice de dívida em relação ao PIB do IIF no final deste mês, que pode fornecer novo impulso para o mercado de criptomoedas.

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