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Bancos brasileiros triplicam ofertas de cripto: Itaú, Nubank e BdB agora listam 12+ tokens cada $BTC

Bancos Brasileiros Triplicam Prateleiras de Cripto: Itaú, Nubank e BB Agora Listam 12+ Tokens Cada

Os maiores bancos do Brasil estão silenciosamente se transformando em supermercados de criptomoedas. Desde o início de setembro de 2026, Itaú Unibanco, Nubank e Banco do Brasil oferecem a clientes de varejo mais de uma dúzia de ativos digitais cada — ante apenas alguns no ano passado — de acordo com relatos recentes. Nenhum deles está usando seus próprios balanços para assumir exposição a cripto, mas estão apostando que a clareza regulatória os tornará as portas de entrada padrão do país para Bitcoin, Ether e uma lista crescente de altcoins.

A expansão ocorre enquanto o banco central do Brasil finaliza suas regras há muito aguardadas para o mercado de cripto, que entraram em vigor total em 2025 e, desde então, incentivaram bancos tradicionais a tratar ativos digitais como uma linha de produto, em vez de uma ameaça. No início de setembro de 2026, os três bancos listavam coletivamente pelo menos 36 tokens em seus aplicativos, com cada um oferecendo entre 12 e 15 ativos aos clientes.

Por Que os Bancos Estão Adicionando Tokens Sem Tocar em Cripto Eles Mesmos

O detalhe-chave: esses bancos estão atuando como corretoras, não como principais. Eles custodiam e executam negociações para clientes, mas não detêm bitcoin ou ether em seus próprios livros. Essa separação é deliberada — protege seus balanços da volatilidade das criptomoedas enquanto captura receita de taxas de uma base crescente de investidores de varejo.

A estratégia está funcionando. O Nubank, que começou com apenas dois tokens em 2023, agora lista 14, e seu volume de negociação de cripto no segundo trimestre de 2026 supostamente subiu 40% ano a ano. O Itaú, maior banco privado do Brasil, adicionou cinco novos tokens apenas em agosto de 2026, elevando seu total para 15. O Banco do Brasil, o banco controlado pelo estado, oferece 13 tokens, incluindo stablecoins e principais blockchains de camada 1.

A abordagem cautelosa dos bancos contrasta com pares globais como Goldman Sachs ou JPMorgan, que começaram a negociar derivativos de cripto e a explorar ativos tokenizados. No Brasil, os reguladores deixaram claro que os bancos devem manter capital contra qualquer cripto que possuam — então eles preferem ganhar comissões em vez disso.

Clareza Regulatória Impulsiona Adoção no Varejo Enquanto Eventos Destacam o Momento

O arcabouço regulatório do Brasil, introduzido pelo banco central em 2023 e totalmente aplicado até 2025, exige que os bancos segreguem os ativos cripto dos clientes e divulguem riscos. Essa clareza incentivou até instituições conservadoras a participar. O momento coincide com um impulso mais amplo na América Latina: em 8 de setembro de 2026, a Seamless Africa começou em Joanesburgo, onde líderes de fintech discutiram adoção semelhante de ativos digitais em mercados emergentes — um sinal de que o modelo do Brasil está sendo observado globalmente.

No Brasil, o interesse no varejo está disparando. Uma pesquisa de julho de 2026 da CVM, a reguladora de valores mobiliários do país, descobriu que 12% dos adultos brasileiros agora possuem algum tipo de cripto, acima dos 8% em 2024. Os menus expandidos dos bancos estão aproveitando essa demanda. Por exemplo, o aplicativo do Itaú agora permite que clientes negociem tokens como Solana e Polygon, que estavam indisponíveis até o início deste ano.

A rede de segurança regulatória também permite que os bancos comercializem cripto para clientes mais velhos e conservadores. O painel de cripto do Nubank, lançado em 2024, agora inclui conteúdo educacional e avisos de risco — uma abordagem que atraiu usuários acima de 40 anos, um grupo demográfico que antes evitava ativos digitais.

O Que o Cripto Apoiado por Bancos Significa para Taxas e Concorrência

Com os bancos no jogo, exchanges exclusivamente de cripto como Mercado Bitcoin e Binance Brasil estão sentindo a pressão. Os bancos podem agrupar negociação de cripto com contas correntes e de poupança existentes, oferecendo taxas mais baixas graças às suas enormes bases de clientes. Por exemplo, o Nubank cobra uma taxa fixa de 0,5% por negociação, abaixo de algumas exchanges que cobram 1% ou mais. Essa pressão de preço está forçando as exchanges a se diferenciarem por meio de ferramentas avançadas ou programas de fidelidade.

Para os bancos, o cripto é uma forma de baixo risco de aprofundar relacionamentos com clientes. Cada venda de token gera uma taxa, e o negócio de custódia cria receita recorrente. A receita de taxas de cripto do Itaú no primeiro semestre de 2026 atingiu R$ 120 milhões (cerca de US$ 22 milhões), uma fatia pequena, mas crescente, de sua receita total. O Banco do Brasil ainda não detalhou seus ganhos com cripto, mas analistas estimam que ele ganhe valores semelhantes.

A movimentação dos bancos também está alinhada com eventos globais: em 8 de setembro de 2026, o Onchain Leaders Gathering em Genebra está explorando como ativos tokenizados e infraestrutura de blockchain estão remodelando as finanças — um tema que o Brasil já está vivendo. A convergência sugere que bancos em todo o mundo podem em breve seguir o exemplo do Brasil, especialmente à medida que reguladores nos EUA e na Europa debatem arcabouços semelhantes.

Fique de Olho no Próximo Regulamento de Tokens do Banco Central

O próximo catalisador é a orientação esperada do banco central brasileiro sobre stablecoins, prevista para o final de 2026. Se o banco permitir que instituições emitam suas próprias stablecoins ou integrem estrangeiras como USDC mais livremente, as contagens de tokens podem dobrar novamente. Por outro lado, se impuser requisitos rígidos de capital sobre a custódia de stablecoins, os bancos podem recuar.

Investidores devem observar os relatórios mensais de volume de negociação do Nubank e do Itaú. Um declínio sustentado sinalizaria que o boom do cripto está desaparecendo, enquanto um aumento contínuo confirmaria que a distribuição liderada por bancos é o modelo vencedor. Por enquanto, os bancos do Brasil estão provando que é possível lucrar com cripto sem assumir o risco — e esse é um modelo que pode se espalhar muito além de suas fronteiras.

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