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A China permanece como o maior aprisionador de jornalistas do mundo, de acordo com o Índice Mundial de Liberdade de Imprensa de 2024 divulgado pela Repórteres Sem Fronteiras (RSF). O país foi classificado perto do final da lista, na 172ª posição entre 180 países e regiões, mantendo o título do ano anterior. A RSF apontou que, além de deter mais jornalistas do que qualquer outro país, o regime comunista chinês continua exercendo um rígido controle sobre os canais de informação, implementando políticas de censura e vigilância para regular o conteúdo online e restringir a disseminação de informações consideradas sensíveis ou contrárias à linha do partido.
A organização RSF destacou que a China é o maior carcereiro de jornalistas do mundo, com mais de 100 profissionais detidos atualmente. Embora a posição da China no ranking deste ano tenha aumentado em comparação com o ano anterior, esse movimento para cima se deve mais à piora em outros países e regiões do que a melhorias internas. Hong Kong, controlada pelo regime chinês, viu uma leve melhora em sua posição no ranking de liberdade de imprensa, subindo para o 135º lugar, mesmo com uma queda na sua pontuação de liberdade de expressão devido ao aumento da perseguição de jornalistas sob a lei de segurança nacional imposta por Pequim.
A China também é apontada como o maior carcereiro de escritores e intelectuais públicos do mundo, conforme revela o Índice Liberdade para Escrever de 2023 publicado pela PEN America. O relatório destaca que, em 2023, a China ultrapassou 100 casos, com 6 escritores presos durante o ano, perfazendo um total de 107 detidos, dos quais 9 são mulheres. Além disso, os jornalistas cidadãos chineses também têm sido alvos da repressão do regime, como no caso de Zhang Zhan, condenada a quatro anos de prisão por reportar a verdade sobre o surto de COVID-19 em Wuhan, em 2020, e de Fang Bin, que continua a enfrentar perseguição pelas autoridades chinesas após revelar informações sobre as mortes durante a pandemia.
Lai Jianping, advogado chinês de direitos humanos, mencionou que a liberdade de imprensa e de expressão na China está em declínio devido às crises políticas, sociais e econômicas enfrentadas pelo regime, que busca manter sua ditadura de partido único. Tanto jornalistas profissionais quanto cidadãos jornalistas sofrem com a supressão do discurso crítico na China, e a situação continua a se agravar.





