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Cobre atinge recorde de US$ 11.104 com ameaça de tarifa de Trump e fechamento de minas apertando oferta

Cobre Atinge Recorde de US$ 11.104 com Ameaça de Tarifa de Trump e Fechamento de Minas Comprimindo a Oferta

Os preços do cobre na London Metal Exchange (LME) quebraram seu recorde histórico anterior na segunda-feira, 7 de setembro de 2026, ultrapassando US$ 11.104 por tonelada métrica. O marco coroa uma alta de semanas impulsionada por expectativas crescentes de que o presidente Donald Trump estenderá tarifas dos EUA às importações de metal refinado, juntamente com interrupções persistentes no fornecimento em grandes minas globalmente.

O contrato de cobre para três meses subiu até 2,3% no início das negociações em Londres, marcando a sexta sessão consecutiva de ganhos. Os traders estão precificando uma possível tarifa dos EUA de até 25% sobre importações de cobre refinado, uma medida que remodelaria os fluxos comerciais globais e forçaria os consumidores dos EUA a pagar um prêmio elevado pelo metal vermelho.

Apostas em Tarifas e Estoques Alimentam a Alta

Os participantes do mercado estão se posicionando para um anúncio da Casa Branca que pode ocorrer já neste mês. De acordo com uma nota de analistas do Goldman Sachs de 4 de setembro, uma tarifa de 25% sobre importações de cobre empurraria os preços nos EUA para um prêmio de aproximadamente US$ 1.500 por tonelada sobre a referência da LME, um nível não visto desde o aperto de 2024. Esse spread potencial já é visível na curva futura, onde os futuros de cobre da COMEX nos EUA são negociados com prêmio de US$ 200 por tonelada em relação aos contratos da LME.

Os dados de estoque amplificam o cenário otimista. Os estoques de cobre registrados na LME totalizavam 112.400 toneladas em 4 de setembro, uma queda de 18% em relação ao pico do final de julho. Enquanto isso, os estoques da COMEX caíram para apenas 28.900 toneladas, o menor nível desde março, à medida que os traders enviam metal para regiões onde as tarifas ainda não estão em vigor. A rápida redução sugere que os participantes do mercado estão acumulando cobre em antecipação a restrições de oferta.

Interrupções em Minas Aumentam o Aperto

Além das tarifas, os problemas do lado da oferta continuam a impactar. No Chile, o maior produtor mundial de cobre, a estatal Codelco informou em 2 de setembro que sua mina Chuquicamata sofreu um deslizamento de rochas que reduziu a produção em 10% no mês. No Peru, Las Bambas—uma operação-chave de propriedade da MMG Ltd.—está operando a 60% da capacidade desde 25 de agosto devido a bloqueios comunitários, de acordo com um documento da empresa. Juntas, essas interrupções devem remover aproximadamente 40.000 toneladas de cobre do mercado global no terceiro trimestre, segundo uma estimativa de 6 de setembro do departamento de pesquisa da Trafigura.

Analistas do Bank of America elevaram sua previsão de preço médio do cobre para 2026 para US$ 10.850 por tonelada em 3 de setembro, citando o impacto simultâneo de tarifas e déficits de oferta. Eles projetam um déficit de mercado global de 540.000 toneladas para o ano, acima da estimativa anterior de 300.000 toneladas. Esse déficit, argumentam, manterá os preços elevados até 2027.

Quem Ganha, Quem Perde com a Alta do Cobre

A disparada dos preços é uma bênção para os grandes produtores. A Freeport-McMoRan (NYSE: FCX), que opera a mina Grasberg na Indonésia, viu suas ações subirem 4,2% na segunda-feira, estendendo seu avanço no ano para 38%. Da mesma forma, fundos negociados em bolsa de cobre, como o Global X Copper Miners ETF (NYSE: COPX), subiram 22% desde 1º de junho, superando o S&P 500.

No entanto, a dor está concentrada nas indústrias a jusante. Os fabricantes de fios e cabos dos EUA, que dependem do cobre importado, enfrentam compressão de margens que pode levar a aumentos de preços para construção e eletrônicos. A National Electrical Manufacturers Association alertou em 5 de setembro que uma tarifa poderia elevar o custo de equipamentos elétricos fabricados nos EUA em 12-18%, potencialmente alimentando a inflação em projetos de infraestrutura. O setor de construção, já lidando com altos custos de empréstimos, pode ver novos atrasos em projetos orçados com preços de cobre mais baixos.

O Que Quebra Se a Tarifa Estagnar

A sustentabilidade da alta depende de o presidente Trump cumprir a tarifa. Se a administração anunciar uma isenção para nações aliadas—semelhante às exclusões tarifárias do aço de 2024—os preços do cobre podem recuar acentuadamente. Os mercados de opções já estão precificando uma probabilidade de 15% de um recuo para US$ 10.500 dentro de um mês, de acordo com dados da CME de 4 de setembro.

Os investidores devem observar dois sinais-chave. Primeiro, o aviso formal da Casa Branca, esperado dentro de duas semanas, que especificará a alíquota da tarifa e quaisquer exclusões de países. Segundo, a decisão de taxa do Federal Reserve em 16 de setembro—um corte de taxa poderia enfraquecer o dólar americano, fornecendo suporte adicional ao cobre, enquanto uma manutenção pode desencadear realização de lucros. Qualquer manchete sobre a retomada da Chuquicamata da Codelco ou uma resolução no Peru também limitaria o potencial de alta.

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