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O Presidente Biden está propondo mudanças significativas para a Suprema Corte dos EUA, incluindo limites de mandato e um código de ética para os nove juízes do tribunal. Ele também está pressionando o Congresso a ratificar uma emenda constitucional para limitar a imunidade presidencial. Essas propostas marcam uma mudança significativa para Biden, que anteriormente tinha sido cauteloso em relação a reformas na Suprema Corte. De acordo com um funcionário da Casa Branca, Biden buscará o apoio do Congresso para impor limites de mandato aos juízes e um código de ética exigível pelo poder legislativo.
A proposta de Biden é uma resposta direta à decisão da Suprema Corte de conceder ampla imunidade ao ex-Presidente Donald Trump em relação a várias acusações criminais relacionadas a seus atos enquanto estava no cargo. Biden argumenta que o que está acontecendo atualmente nos Estados Unidos não é normal e mina a confiança do público nas decisões do tribunal, incluindo aquelas que afetam as liberdades pessoais. O presidente enfatiza que, apesar de seu respeito pelas instituições e pela separação de poderes, é necessário agir diante da situação atual.
A Vice-Presidente Kamala Harris expressou seu apoio às propostas do Presidente, afirmando que é crucial para garantir a confiança na Suprema Corte. Ela destaca a importância de estabelecer limites de mandato para os juízes, garantir que cumpram regras éticas vinculativas como qualquer outro juiz federal e assegurar que nenhum ex-Presidente tenha imunidade por crimes cometidos enquanto ocupava a Casa Branca. Essas reformas visam restaurar a confiança na Corte, fortalecer a democracia e garantir que ninguém esteja acima da lei.
Para que as propostas de Biden sejam bem-sucedidas, ele precisará de 60 votos para a aprovação no Senado. A emenda constitucional proposta enfrenta desafios adicionais, incluindo a necessidade de dois terços de apoio em ambas as câmaras do Congresso ou por uma convenção de dois terços dos estados, seguido da aprovação por três quartos das legislaturas estaduais. A reforma planejada por Biden enfrenta oposição de críticos que temem que a supervisão dos juízes pelo Congresso politize a Suprema Corte.






