McEwen Mining Supera Estimativas do 2º Trimestre e Reduz Perspectiva de Produção para 2026
A McEwen Mining (NYSE: MUX) reportou resultados do segundo trimestre acima do esperado em 5 de agosto de 2026, com receita de US$ 59,2 milhões e lucro líquido de US$ 9,6 milhões, ou US$ 0,16 por ação, acima dos US$ 46,7 milhões e US$ 0,06 por ação do ano anterior. A empresa também expandiu sua base de recursos por meio de exploração, adicionando quase 1,6 milhão de onças de ouro em seu portfólio.
Apesar do resultado acima do esperado, a administração revisou a orientação de produção anual para baixo, para 109.000–120.000 onças equivalentes de ouro (GEOs), ante 114.000–126.000, principalmente devido a desafios na mina Gold Bar, em Nevada. Os analistas da H.C. Wainwright reafirmaram sua classificação de Compra, mas reduziram o preço-alvo para US$ 28,00, ante US$ 29,50, citando estimativas de produção de longo prazo atualizadas e a inclusão do estudo de pré-viabilidade de Grey Fox.
Crescimento Orgânico Expande Base de Recursos em Fox e Tartan
O ponto positivo do trimestre foi o crescimento orgânico. No Complexo Fox, o depósito Froome produziu 7.000 GEOs com teores melhorados. A exploração adicionou 629.800 onças indicadas e 262.000 onças inferidas de ouro em Windfall e Lookout Mountain, enquanto o Projeto de Mina Tartan, adquirido recentemente, contribuiu com 398.900 onças indicadas e 302.700 onças inferidas.
A administração reafirmou sua meta de elevar a produção anual para 250.000–300.000 GEOs até 2030 usando os ativos existentes. A H.C. Wainwright vê esse crescimento orgânico como um catalisador primário, observando que o pipeline da empresa é robusto, apesar dos contratempos operacionais de curto prazo.
Redução da Orientação em Gold Bar Devido a Tipos de Rocha Inesperados
A redução na orientação de produção está concentrada em Gold Bar, onde a produção agora é esperada em 30.000–33.000 GEOs, ante 39.000–43.000. A administração atribuiu a deficiência a “tipos de rocha inesperados que afetaram as estimativas de minério”. A orientação revisada implica uma produção no segundo semestre de 16.300–19.300 GEOs, um aumento notável em relação aos níveis do primeiro semestre, mas a H.C. Wainwright espera que estudos adicionais esclareçam os desafios do local.
A orientação de custos também aumentou: os custos de caixa consolidados agora são de US$ 2.200–US$ 2.450 por onça (ante US$ 2.100–US$ 2.300) e o AISC de US$ 2.500–US$ 2.750 (ante US$ 2.400–US$ 2.600). Os custos de caixa de Gold Bar saltaram para US$ 2.650–US$ 2.950 por onça e o AISC para US$ 2.900–US$ 3.200. O modelo dos analistas projeta custos mais baixos de US$ 1.403 em caixa e US$ 2.193 em AISC para 2026, melhorando para US$ 1.271 e US$ 1.625 em 2027.
Valuation e Preço-Alvo: O Que Está por Trás do Número de US$ 28
O novo preço-alvo de US$ 28 é baseado em uma avaliação pela soma das partes. Os ativos principais (Black Fox, Gold Bar, San José) são avaliados com base em fluxos de caixa descontados a taxas de desconto de 13–14%. Los Azules é avaliado separadamente em US$ 795,8 milhões, usando uma taxa de desconto de 13%, embora os analistas enfatizem que suas estimativas são “deliberadamente conservadoras”. Somando caixa e estoques de US$ 106 milhões e deduzindo US$ 126,6 milhões de dívida, obtém-se um valor patrimonial líquido de US$ 28,14 por ação.
A ação fechou a US$ 18,26 em 6 de agosto de 2026, implicando um potencial de valorização de cerca de 53% em relação ao alvo. Principais componentes do VPA por ação: Black Fox US$ 6,51, Gold Bar US$ 4,91, San José US$ 3,45 e El Gallo US$ 1,01, com base em 62,4 milhões de ações totalmente diluídas.
Catalisadores e Riscos: IPO de Los Azules e Pressões de Custo
Além de Gold Bar, os analistas destacam o estudo de pré-viabilidade de Grey Fox como um catalisador de curto prazo, potencialmente impulsionando o crescimento futuro da produção. O principal catalisador continua sendo Los Azules, onde um potencial IPO de médio prazo da McEwen Copper (a empresa mantém uma participação de 46,4%) poderia destravar valor para os acionistas, dados os preços atuais do cobre.
Os riscos incluem volatilidade dos preços das commodities, problemas operacionais e técnicos, risco político na Argentina (San José), alavancagem financeira e potencial diluição. A H.C. Wainwright mantém uma classificação de Market Outperform, confiante na perspectiva de longo prazo da administração, apesar das pressões de custo de curto prazo.
O que observar a seguir: O ritmo das melhorias de custo em Gold Bar e qualquer anúncio sobre o IPO de Los Azules. Um marco definitivo seria a divulgação do estudo de pré-viabilidade de Grey Fox, esperado nos próximos meses, que pode confirmar a orientação revisada ou provocar novos ajustes.



