Omvoh da Eli Lilly ganha terreno na colite ulcerativa e na doença de Crohn
O Omvoh (mirikizumab) da Eli Lilly está ganhando impulso em doenças inflamatórias intestinais (DII) após novos dados clínicos mostrarem eficácia sustentada na colite ulcerativa e resultados promissores na doença de Crohn. Os resultados atualizados, apresentados em uma conferência médica em outubro de 2026, reforçam o potencial do Omvoh de se tornar um tratamento líder em um mercado dominado pelo Skyrizi da AbbVie e pelo Stelara da Johnson & Johnson.
O Omvoh foi aprovado pela primeira vez para colite ulcerativa em 2023, e a Lilly tem pressionado para expandir seu rótulo para a doença de Crohn. Os dados mais recentes do programa de Fase 3 LUCENT mostraram que pacientes tratados com Omvoh mantiveram remissão clínica ao longo de 52 semanas, com um perfil de segurança favorável. Na doença de Crohn, o estudo VIVID-1 atingiu seus desfechos primários, demonstrando melhorias significativas na remissão clínica e na resposta endoscópica em comparação com placebo.
Por que o mercado de DII é um prêmio de US$ 20 bilhões
O mercado de DII, que inclui colite ulcerativa e doença de Crohn, é estimado em mais de US$ 20 bilhões globalmente e está crescendo a uma taxa de um dígito médio. O Skyrizi da AbbVie é atualmente o líder de mercado, gerando US$ 7,3 bilhões em vendas em 2025, enquanto o Stelara da J&J, embora enfrentando concorrência de biossimilares na Europa, ainda trouxe US$ 5,2 bilhões. O Omvoh da Lilly, com seu mecanismo diferenciado direcionado à subunidade p19 da IL-23, pode capturar uma parcela significativa se aprovado para Crohn.
Analistas projetam que o Omvoh pode atingir US$ 3 bilhões em vendas de pico até 2030, assumindo aprovação para Crohn e absorção constante na colite ulcerativa. Os novos dados fortalecem essa perspectiva, mas o Omvoh ainda fica atrás do Skyrizi em termos de penetração de mercado. A vantagem do Skyrizi reside em sua presença estabelecida e rótulo amplo, incluindo psoríase e artrite psoriásica.
O que os novos dados significam para as ações da Lilly
As ações da Lilly têm disparado em 2026, impulsionadas por sua franquia de obesidade e diabetes, particularmente Zepbound e Mounjaro. O Omvoh é um contribuinte menor, mas os dados de DII adicionam um novo vetor de crescimento. Em 14 de outubro de 2026, as ações da Lilly fecharam a US$ 620,50, alta de 0,8% no dia. A ação subiu 25% no acumulado do ano, superando o ganho de 12% do S&P 500.
A AbbVie, por sua vez, viu suas ações pressionadas por preocupações sobre a trajetória de crescimento do Skyrizi. A ABBV fechou a US$ 150,20 em 14 de outubro, queda de 0,3%. A empresa divulga os resultados do terceiro trimestre em 30 de outubro de 2026, e os investidores estarão atentos a quaisquer sinais de impacto competitivo do Omvoh.
O cenário competitivo e o que observar
Além do Skyrizi e do Stelara, outros players incluem o Entyvio da Takeda e o Xeljanz da Pfizer, mas o mecanismo IL-23 do Omvoh é considerado o melhor da categoria em termos de durabilidade. Espera-se que a Lilly protocole o pedido de aprovação para Crohn nos EUA até o final de 2026, com um potencial lançamento em meados de 2027. A decisão da FDA será um catalisador fundamental.
Os investidores também devem monitorar tendências de reembolso e dados de adesão no mundo real, pois estes determinarão o sucesso comercial do Omvoh. A próxima teleconferência de resultados da Lilly em 5 de novembro de 2026 pode fornecer atualizações sobre as métricas de lançamento do Omvoh e o progresso do pipeline.
Se o Omvoh garantir aprovação para Crohn e capturar até mesmo 10% do mercado de Crohn, isso poderia adicionar US$ 1,5 bilhão em vendas anuais, de acordo com estimativas de consenso. A reação da ação dependerá da rapidez com que a Lilly pode converter os dados em participação de mercado. Por enquanto, o momentum está se acumulando.
Sources: seekingalpha.com · Eli Lilly · Investing.com · Yahoo Finance · Reuters
