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Shell Desiste de Projetos de Hidrogênio na Noruega por Falta de Demanda
Shell Plc abandonou seus planos de construir uma planta de hidrogênio de baixo carbono na costa oeste da Noruega devido à falta de demanda, conforme relatado pela Reuters na segunda-feira. Um porta-voz da Shell disse à Reuters: “Não vimos o mercado para o hidrogênio azul se materializar e decidimos não avançar com o projeto”. Essa decisão da Shell vem logo após um movimento semelhante da gigante do petróleo e gás Equinor ASA, que também desistiu de planos relacionados ao hidrogênio devido a questões de viabilidade.
O setor de hidrogênio tem sido amplamente considerado como tendo um papel crucial na transição para energias mais limpas e na redução do aquecimento global. No entanto, o alto custo tem sido um grande desafio. Segundo a Bloomberg New Energy Finance (BNEF), apenas 12% das plantas de hidrogênio têm acordos de compra confirmados, e mesmo nesses casos, a maioria dos acordos é vaga e não vinculativa. Isso cria incertezas para os investidores e dificulta o desenvolvimento de infraestrutura de hidrogênio, especialmente quando a demanda pode demorar anos para se concretizar.
O hidrogênio verde, produzido por meio da eletrólise da água com energia renovável, custa quase quatro vezes mais do que o hidrogênio cinza, que é obtido a partir do gás natural sem capturar os gases de efeito estufa emitidos no processo. Essa discrepância de custos torna desafiador investir em infraestrutura de hidrogênio, especialmente quando não há garantias de demanda a curto prazo. A falta de clareza e segurança nos contratos de compra torna os investidores e credores relutantes em apoiar projetos de hidrogênio.
Em meio a esses desafios, as empresas de energia, como a Shell e a Equinor, estão revendo seus investimentos e projetos relacionados ao hidrogênio. A decisão de abandonar esses projetos na Noruega destaca a necessidade de uma demanda sólida e de um ambiente regulatório estável para viabilizar os investimentos em energia de hidrogênio. Esse cenário levanta questões sobre o futuro do setor de hidrogênio e destaca a importância de superar os obstáculos atuais para impulsionar a transição energética sustentável.





