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Brent sobe 2,16% para US$ 111,14 com ataques houthis à Arábia Saudita e ordem de evacuação dos EUA abalam mercados de petróleo, WTI perto de US$ 99

Brent Crude salta 2,16% para US$ 111,14 com ataques Houthi à Arábia Saudita e ordem de evacuação dos EUA abalando os mercados de petróleo, WTI perto de US$ 99

O petróleo bruto Brent ampliou seu rali na quinta-feira, 22 de outubro de 2026, subindo 2,16% para US$ 111,14 por barril, à medida que novos ataques Houthi a alvos sauditas e uma ordem do governo dos EUA para que funcionários não emergenciais deixem o reino aumentaram os temores de um conflito mais amplo na região produtora de petróleo mais importante do mundo. O West Texas Intermediate (WTI) também subiu, sendo negociado perto de US$ 99 por barril, um forte avanço em relação ao fechamento de quarta-feira.

Os ganhos marcam a mais recente escalada em uma semana volátil para os mercados de energia, que têm sido sacudidos por risco geopolítico e preocupações com a oferta. A decisão do Departamento de Estado dos EUA de autorizar a saída de funcionários do governo não emergenciais da Arábia Saudita, confirmada na quinta-feira, ressaltou a crescente apreensão de Washington com as condições de segurança no Golfo.

Ataques Houthi miram infraestrutura saudita

O movimento Houthi, que está envolvido em um conflito prolongado com uma coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen desde 2015, reivindicou a responsabilidade por uma nova onda de ataques à Arábia Saudita na quinta-feira. Embora os alvos específicos não tenham sido confirmados imediatamente, os ataques seguem um padrão de investidas contra instalações e infraestrutura petrolíferas sauditas que repetidamente perturbaram o fornecimento global de petróleo bruto nos últimos anos.

Em 2019, um grande ataque à unidade de processamento de Abqaiq da Saudi Aramco interrompeu brevemente 5,7 milhões de barris por dia de produção — cerca de 5% da oferta global —, fazendo o Brent disparar quase 20% em uma única sessão. Os ataques de quinta-feira, embora menos graves, reavivaram essas memórias e injetaram um novo prêmio geopolítico nos preços.

Ordem de evacuação dos EUA sinaliza preocupação crescente

A ordem do governo dos EUA para que funcionários não emergenciais deixem a Arábia Saudita é um passo raro que sinaliza uma deterioração significativa nas perspectivas de segurança. Essas evacuações normalmente são reservadas para situações em que o risco para cidadãos americanos é considerado iminente e generalizado. A medida provavelmente será interpretada pelos mercados como um sinal de que uma escalada adicional é possível, se não provável.

Analistas de vários grandes bancos observaram na quinta-feira que o prêmio de risco embutido nos preços do petróleo aumentou consideravelmente nas últimas 48 horas. “O mercado está precificando uma probabilidade maior de interrupções no fornecimento, mesmo que barris reais ainda não tenham sido perdidos”, disse um estrategista de commodities, que pediu anonimato porque não estava autorizado a falar publicamente. “A ordem de evacuação é um divisor de águas psicológico — ela diz aos traders que os EUA veem uma ameaça real.”

Equilíbrio entre oferta e demanda permanece apertado

Além do choque geopolítico imediato, o quadro subjacente de oferta e demanda de petróleo bruto continua favorável. Os estoques globais de petróleo vêm caindo de forma constante no último trimestre, e a OPEC+ manteve cortes de produção que deixaram a capacidade ociosa relativamente limitada. De acordo com as estimativas mais recentes, a capacidade ociosa do grupo está em cerca de 3 milhões de barris por dia, a maior parte concentrada na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos — precisamente a região agora sob ameaça.

A demanda, por sua vez, tem mostrado resiliência apesar das preocupações com uma desaceleração na China e na Europa. A Agência Internacional de Energia (AIE) revisou recentemente sua previsão de crescimento da demanda para 2026 para cima, para 1,2 milhão de barris por dia, citando consumo mais forte do que o esperado na Ásia. Esse pano de fundo fundamental mais apertado significa que qualquer interrupção no fornecimento pode ter um impacto desproporcional nos preços.

O que observar: Brent a US$ 115 e a próxima reunião da OPEC+

Os traders acompanharão de perto se o Brent conseguirá se manter acima do nível de US$ 111 e se ultrapassará US$ 115, um limite que poderia desencadear mais compras especulativas. A próxima reunião ministerial da OPEC+, marcada para o início de novembro de 2026, será crucial: qualquer sinal de que o grupo possa desfazer os cortes de produção poderia moderar o rali, enquanto uma decisão de manter ou aprofundar os cortes reforçaria o cenário altista.

Além disso, a resposta dos EUA aos ataques Houthi — diplomática ou militar — será fundamental. Uma resposta medida poderia fazer o prêmio de risco diminuir, enquanto um ataque de retaliação poderia enviar os preços ainda mais para cima. Por enquanto, o mercado está optando pela cautela, com a volatilidade provavelmente permanecendo elevada nas próximas sessões.

Fontes: oilprice.com · CNBC · Seeking Alpha · Benzinga · Yahoo Finance

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