Hacker da Binance move US$ 46,4 milhões em SOL roubados pelo Relay Protocol
O hacker por trás do exploit da bridge da Binance em 2022 retomou as operações de lavagem, encaminhando US$ 46,4 milhões em Solana roubados pelo Relay Protocol para facilitar swaps de Bitcoin, de acordo com dados on-chain reportados em 31 de outubro de 2026. A movimentação segue uma conversão maior de US$ 279 milhões em altcoins, sinalizando um novo esforço para ocultar a origem dos fundos em múltiplas chains.
O Relay Protocol, uma bridge cross-chain que suporta transferências rápidas e de baixo custo entre Solana e ativos baseados em Ethereum, tornou-se uma rota preferida do atacante. Ao trocar SOL por BTC, o hacker reduz a rastreabilidade dos ativos roubados e diversifica as holdings na criptomoeda mais líquida. A transferência de US$ 46,4 milhões representa uma fração dos estimados US$ 570 milhões roubados no hack da bridge da BNB Chain em outubro de 2022, mas a atividade renovada atraiu novo escrutínio de analistas de blockchain.
Por que o Relay Protocol se torna o canal de lavagem
A arquitetura do Relay permite que usuários façam bridge de ativos sem depender de exchanges centralizadas, que normalmente aplicam verificações de know-your-customer. Isso o torna atrativo para agentes mal-intencionados que buscam mover fundos entre chains mantendo o anonimato. Os pools de liquidez do protocolo, que dependem de market makers e automated market makers, podem absorver grandes transferências sem acionar o mesmo nível de vigilância que plataformas centralizadas.
A estratégia do hacker parece ser um processo em duas etapas: primeiro, converter uma ampla cesta de altcoins em SOL, depois fazer a bridge desse SOL para Bitcoin via Relay. A conversão de US$ 279 milhões em altcoins, concluída em tranches anteriores, provavelmente envolveu tokens como BNB, BUSD e outros ativos drenados da bridge. Ao consolidar em SOL, o atacante reduz o número de carteiras e simplifica a cadeia de lavagem antes do swap final para Bitcoin.
Analistas on-chain sinalizaram a movimentação desses fundos para o Relay, observando que os contratos inteligentes do protocolo processaram as transações sem aparente interrupção. As carteiras do hacker permanecem ativas, sugerindo que novas transferências são prováveis nos próximos dias.
Preço do Solana sob pressão à medida que oferta roubada chega ao mercado
Solana (SOL) era negociado a US$ 95,31 em 31 de outubro de 2026, queda de 0,87% no dia, segundo dados da Massive. A fraqueza do preço coincide com as transferências do hacker, embora seja difícil isolar o impacto direto dadas as condições mais amplas do mercado. Bitcoin (BTC) era negociado a US$ 77.423,98, alta de 0,32% no mesmo período, mostrando resiliência relativa enquanto o SOL roubado é trocado por BTC.
A conversão de US$ 46,4 milhões em SOL para Bitcoin pode adicionar pressão de venda sobre Solana enquanto fornece suporte marginal de compra para BTC. No entanto, os valores são pequenos em relação aos volumes diários de negociação, e o impacto no mercado pode ser limitado a menos que o hacker acelere o ritmo das transferências. A conversão de US$ 279 milhões em altcoins, se totalmente liquidada, representaria um overhang maior, mas grande parte disso já foi absorvida.
Participantes do mercado observam se o hacker continuará usando o Relay ou mudará para outras bridges, o que poderia sinalizar uma mudança de estratégia ou uma resposta ao aumento do monitoramento.
O papel do Relay Protocol nos debates sobre segurança cross-chain
O envolvimento do Relay Protocol destaca um desafio mais amplo nas finanças descentralizadas: as bridges cross-chain continuam sendo um ponto fraco para segurança e conformidade. Diferentemente das exchanges centralizadas, que podem congelar fundos e cooperar com autoridades, as bridges costumam ser permissionless e operam sem verificações de identidade. Esse design é central para sua proposta de valor, mas também as torna um alvo para lavagem.
O uso do Relay pelo hacker da Binance não é a primeira vez que o protocolo é vinculado a fluxos ilícitos. No início de 2026, empresas de análise de blockchain sinalizaram outros exploits de bridges que aproveitaram infraestrutura cross-chain semelhante. Os desenvolvedores do Relay não comentaram publicamente as transações específicas, e não está claro se eles têm a capacidade de bloquear endereços associados ao hack.
O incidente pode intensificar os apelos para que operadores de bridges implementem ferramentas voluntárias de triagem ou controles baseados em risco, embora tais medidas possam minar o ethos permissionless da DeFi. Reguladores nos Estados Unidos e na União Europeia vêm examinando riscos cross-chain, mas nenhum framework abrangente foi finalizado até novembro de 2026.
Solana Hacker House London 2026 começa em meio a preocupações de segurança
Em 1º de novembro de 2026, o Solana Hacker House London 2026 começa em Londres, Reino Unido, antes do Breakpoint 2026. O evento reúne desenvolvedores, fundadores e entusiastas de blockchain para explorar oportunidades dentro do ecossistema Solana. Embora o encontro seja focado em inovação, o timing coincide com a atividade renovada do hacker, ressaltando a tensão entre construir e proteger a rede.
A comunidade de desenvolvedores do Solana tem se mostrado resiliente apesar de exploits passados, e espera-se que o Hacker House apresente novos projetos e ferramentas. No entanto, a presença de fundos roubados circulando por bridges ligadas ao Solana pode lançar uma sombra sobre discussões de segurança e confiança. Os participantes podem abordar a necessidade de melhores frameworks de monitoramento e resposta a incidentes.
O evento acontece na International Vedanta Society em Londres, com foco em transformar ideias em produtos. Para o ecossistema Solana, o desafio é demonstrar que a segurança pode acompanhar o crescimento.
O que observar: transferências via Relay e entradas de BTC
O próximo dado-chave será se o hacker continuará encaminhando fundos pelo Relay Protocol ou diversificará para outras bridges. Um ritmo sustentado de transferências acima de US$ 10 milhões por dia sugeriria um cronograma de lavagem mais agressivo e poderia pesar sobre o SOL. Por outro lado, uma pausa pode indicar que o atacante está reavaliando opções ou que autoridades ou operadores de bridges tomaram alguma ação.
Investidores também devem monitorar entradas de Bitcoin provenientes de carteiras conhecidas do hacker. Se o BTC começar a se mover para exchanges centralizadas, isso pode preceder uma grande liquidação e adicionar volatilidade ao nível atual de US$ 77.000 do BTC. O suporte de US$ 95,31 no SOL é crítico; uma quebra abaixo poderia desencadear mais queda. A próxima semana revelará se a atividade do hacker é um evento pontual ou o início de uma campanha sustentada.
Sources: rss_autopost · SOL Newsroom · CoinDesk · CoinGape · Binance
