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Por que o S&P 500 ainda pode avançar após uma alta do Fed, segundo um estrategista de Wall Street $POR

  • Um estrategista de Wall Street argumenta que o S&P 500 ainda pode avançar mesmo depois que o Federal Reserve elevar os juros.
  • Análise histórica citada pelo banco de investimento mostra que ações de energia e tecnologia da informação tendem a ser as de melhor desempenho um ano após uma alta do Fed.
  • A constatação desafia a suposição comum de que altas de juros inevitavelmente encerram mercados acionários em alta.
  • A liderança setorial, mais do que a direção ampla do mercado, pode ser a consideração mais importante para os investidores.

O senso comum sobre altas de juros

Poucos temas geram tanta ansiedade entre investidores em ações quanto a perspectiva de o Federal Reserve elevar os juros. A lógica dos manuais é direta: juros mais altos aumentam o custo de captação das empresas, elevam a taxa de desconto aplicada aos lucros futuros e tornam os títulos mais competitivos em relação às ações. Essa combinação, supõe-se amplamente, pressiona as avaliações das ações, particularmente as de crescimento de longa duração, cujos lucros se concentram no futuro distante.

No entanto, um estrategista de Wall Street contesta a ideia de que uma alta do Fed marca automaticamente o fim de um avanço do mercado de ações. O argumento se baseia em precedentes históricos, e não na teoria. Segundo a pesquisa do banco de investimento, o S&P 500 não apenas sobreviveu a ciclos de aperto passados — em muitos casos, continuou a subir nos doze meses que se seguiram a um aumento inicial dos juros.

Energia e tecnologia lideram

A parte mais acionável da análise diz respeito ao desempenho setorial. O banco de investimento constatou que ações dos setores de energia e tecnologia da informação, em média, apresentam o melhor desempenho um ano após uma alta de juros do Federal Reserve. Esse par pode parecer contraintuitivo para alguns investidores, já que os dois setores ocupam extremos opostos do espectro de crescimento versus valor do mercado.

Empresas de energia são tipicamente vistas como apostas cíclicas de valor e pagadoras de dividendos, cujo destino acompanha mais de perto os preços das commodities do que os juros. As empresas de tecnologia da informação, por outro lado, são frequentemente caracterizadas como ativos de crescimento de longa duração que deveriam ser os mais vulneráveis à alta das taxas de desconto. O fato de ambos os setores historicamente terem liderado no ano seguinte a uma alta sugere que a relação entre política monetária e retornos setoriais é mais nuançada do que o arcabouço padrão implica.

Por que o padrão pode persistir

Uma explicação é que o Fed normalmente eleva os juros porque a economia está se fortalecendo, não enfraquecendo. Altas de juros costumam ser uma resposta ao crescimento robusto e ao aumento das pressões inflacionárias — condições que tendem a sustentar a receita e os lucros corporativos. A demanda por energia, em particular, costuma se manter bem quando a atividade econômica é firme, dando ao setor um vento a favor fundamental que pode compensar custos de financiamento mais altos.

A resiliência da tecnologia é mais difícil de explicar por uma lente puramente macroeconômica, mas o perfil de crescimento dos lucros do setor pode ser a chave. Empresas com forte poder de precificação, fluxos de receita recorrentes e níveis mínimos de dívida são menos sensíveis a custos de captação mais altos do que o modelo de taxa de desconto sozinho sugeriria. Se o crescimento dos lucros superar o arrasto de uma taxa de desconto mais alta, os preços das ações podem continuar a se valorizar.

O que isso significa para os investidores

A conclusão prática é que os investidores podem ser mais bem servidos focando no posicionamento setorial do que tentando cronometrar o mercado em torno das decisões do Fed. Se o padrão histórico se mantiver, uma alta de juros não é um sinal para abandonar as ações em bloco, mas sim um estímulo para examinar quais partes do mercado historicamente prosperaram nesse ambiente.

Dito isso, médias históricas não são garantias. Ciclos de aperto passados se desenrolaram sob condições econômicas, regimes de inflação e avaliações iniciais muito diferentes. O argumento do estrategista é melhor tratado como um arcabouço para pensar sobre altas de juros do que como uma previsão precisa. Os investidores devem ponderar as evidências históricas em conjunto com os fundamentos atuais, as tendências de lucros e o ritmo específico de qualquer aperto antes de tirar conclusões sobre para onde o S&P 500 se dirige em seguida.

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